Explicação Portuguese
Encontrando Jesus em Oração: Guiado pelo Espírito Santo e pela Igreja
Unidade 39/Proclamação Portuguese
A arte é verdadeiramente original ou tudo é construído sobre o que veio antes?
Explicação Portuguese
(00:00) Marcos: Se eu cantarolasse duas músicas para você, você conseguiria diferenciá-las? Este foi o centro de uma disputa entre o artista Vanilla Ice e os lendários Queen e David Bowie. Vanilla Ice foi acusado de copiar o baixo icônico da música “Under Pressure” sem permissão ou crédito. Em uma citação famosa, Vanilla Ice defendeu sua versão dizendo: “O deles vai ding-ding-ding-di-di-ding-ding, o nosso é ding-ding-ding-di-di-ding-ding-ding”.
Eles soam muito, muito parecidos.
(00:32) A afirmação do Vanilla Ice foi amplamente ridicularizada. Para muitos, as duas linhas de baixo eram idênticas. E embora você possa pensar que isso parece errado ou antiético, você realmente sabe o quanto da música que você ama é “copiada” de outras do passado? Se não há nada de novo sob o sol, será que toda música é apenas um remix da que já existia?
(00:53) A polêmica “Under Pressure” tornou-se um dos exemplos mais famosos de uso não autorizado de música. Mas isso não impede os músicos de continuarem a “pegar emprestado” do passado.
Então, qual é a diferença entre copiar (ou roubar) e fazer uma “referência respeitosa”?
(01:09) Muitos artistas são conhecidos por usar samples (recortes) de músicas icônicas do passado, conectando temas culturais ou históricos. Por exemplo, em seu álbum de estreia Dangerously in Love, Beyoncé fez um sample da icônica seção de trompete da música dos Chi-Lites dos anos 1970, “Are You My Woman (Tell Me So)”, para seu hit “Crazy in Love”. Beyoncé e seu produtor, Rich Harrison, combinaram isso com uma batida contemporânea e seus vocais poderosos, alcançando uma mistura impressionante de soul retrô e pop moderno.
(1:40) Beyoncé pegou elementos do passado e adicionou seu próprio estilo e voz a eles. Os Beatles foram muito influenciados pelo rock and roll americano que os precedeu. Elvis foi influenciado pelo blues e gospel afro-americanos.
Então surge a pergunta: é possível existir música verdadeiramente original?
(01:57 – 02:06) Houveram tentativas de criar músicas totalmente originais, desligadas das influências tradicionais. Mas geralmente resultam em coisas bem estranhas.
(02:12) 4’33” de John Cage é uma das peças mais radicais já compostas. O intérprete senta-se diante de um instrumento mas, em vez de tocar, permanece em silêncio por 4 minutos e 33 segundos. A ideia é que a “música” venha dos sons ambientes que ocorrem naquele momento.. Mas isso é original ou nem é considerado música?
(02:35) Se você pensar bem, seria quase impossível criar uma peça musical completamente original. Até para quebrar as “regras” da música ou de um gênero, primeiro é preciso conhecê-las.
(02:46) Parece que todas as músicas – e provavelmente todas as ideias – são influenciadas de alguma forma por trabalhos anteriores. E faz sentido. Porque até as palavras, os instrumentos, os compassos e a teoria musical são “emprestados” do passado.
(03:01) Podemos tentar ignorar ou distanciar-nos completamente das nossas tradições e inspirações, mas isso parece uma missão impossível. Ou poderíamos simplesmente pegar emprestada uma linha de baixo de uma música que gostamos e fingir que somos muito, muito criativos.
(03:16) O caminho do meio parece ser a chave para a verdadeira originalidade e criatividade. Este caminho exige que estejamos cientes da grande conversa que existe na música, na literatura e nas ideias que vieram antes de nós. Assim, podemos valorizar o que replicamos e o que personalizamos. Na verdade, quanto mais compreendermos e mergulharmos nestas fontes de inspiração, mais criativos, originais e autênticos nos tornaremos.
(03:43 – 04:00) E você? E quanto à sua própria música, estilo ou até mesmo à sua oração? O que te inspira? Você está ciente dessas inspirações? Para onde você vai para encontrar inspiração? E onde você encontra sua própria voz?
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