Transcrição
(00:00 – 00:25) Gabi: Há uma cena forte no Antigo Testamento onde Moisés encontra Deus no deserto enquanto cuidava de seu rebanho. Moisés chega ao monte Horeb, que mais tarde seria conhecido como Monte Sinai. Lá ele vê algo muito estranho: uma sarça ardente que não se consome. À medida que Moisés se aproxima, Deus começa a falar com ele daquela sarça ardente. A princípio, Moisés fica com medo.
(00:26 – 00:53) Marcos: Deus fala com Moisés e revela Seu plano de enviá-lo ao Egito para libertar Seu povo. Ele também faz algo quase impensável para a época: revela Seu nome. Ao longo da vida de Moisés, este momento foi uma revelação poderosa do tipo de relacionamento que Deus deseja ter com TODO o seu povo. A sarça ardente mudou radicalmente a maneira como Moisés via Deus, Seu povo e o mundo.
(00:54 – 1:07) Gabi: Deus está sempre nos revelando novas maneiras de ver o mundo. Ao longo da história, mas especialmente em Jesus, Deus revelou-se para que possamos conhecê-lo e compreender o tipo de relacionamento que Ele quer ter conosco.
(1:08 – 1:25) Marcos: Como em qualquer relacionamento, nosso relacionamento com Deus é rico e multifacetado. Podemos aprofundar esse relacionamento por meio das Escrituras, dos ensinamentos da Igreja e de nossa experiência pessoal. O Catecismo chama a nossa oração de relação de “aliança”.
(1:26 – 1:44) Gabi: É uma relação especial, íntima e familiar. Ao longo da história da salvação, vemos exemplos desta relação de oração revelando-se gradualmente nas figuras do Antigo Testamento, nos profetas e nos Salmos. Por exemplo, Moisés falou com Deus “face a face, como um homem fala com seu amigo”.
(1:45 – 1:56) Marcos: Deus deseja um relacionamento semelhante com o Seu povo, que se aprofunde e se expresse através da oração. O diálogo íntimo da oração está no centro da nossa relação de aliança com Deus.
(1:57 – 2:26) Gabi: Jesus falou de Seu relacionamento com Deus como mais do que uma amizade, como um relacionamento de amor com um Pai. Jesus revela a plenitude desta relação de oração. No parágrafo 2620, o Catecismo diz: “No Novo Testamento, o modelo perfeito da oração é a oração filial de Jesus. Feita muitas vezes na solidão, no segredo, a oração de Jesus comporta uma adesão amorosa à vontade do Pai até à cruz e uma confiança absoluta em que será atendida.”.
(2:27 – 2:36) Marcos: Em Pentecostes, Deus enviou o dom do Espírito Santo para que a Igreja e os seus fiéis pudessem experimentar a plenitude da oração que Jesus moldou e ensinou aos discípulos.
(2:37 – 2:53) Gabi: O Catecismo descreve cinco formas de oração. Não são maneiras pelas quais PRECISAMOS orar, mas sim maneiras privilegiadas pelas quais podemos falar com Deus graças ao nosso relacionamento de aliança especial com Ele. São elas: bênção, petição, intercessão, ação de graças e louvor.
(2:54 – 3:12) Marcos: A oração de bênção é a nossa resposta aos dons de Deus, onde O bendizemos por primeiro nos abençoar, reconhecendo a Sua grandeza e a nossa dependência Dele (CIC 2626). Muitos Salmos são ótimos exemplos de orações de bênção, onde o salmista chama sua alma para abençoar e louvar a Deus por Sua bondade e misericórdia.
(3:13 – 3:29) Gabi: Nas orações de petição, expressamos a nossa consciência de precisar da ajuda de Deus e pedimos a ele que supra as nossas necessidades, sejam elas espirituais ou temporais (CIC 2629). Jesus nos ensina sobre a oração peticionária, encorajando-nos a pedir com a certeza de que Deus ouve e responde.
(3:30 – 3:46) Marcos: A oração intercessória consiste em pedir a Deus pelos outros, refletindo como Cristo intercede por nós diante do Pai (CIC 2634). Na oração após a Última Ceia, Jesus intercedeu pelos Seus discípulos e por todos os futuros crentes, pedindo unidade e fidelidade entre eles.
(3:47 – 4:06) Gabi: A oração de ação de graças reconhece Deus como a fonte de toda a bondade e expressa gratidão pela Sua generosidade e graça (CIC 2637). O leproso curado que voltou para dar graças a Jesus sublinha a importância da gratidão em resposta às bênçãos de Deus. Deus se deleita em nossa ação de graças e quer fazer parte de nossas alegrias.
(4:07 – 4:44) Marcos: E nas orações de louvor glorificamos a Deus por quem ele é, além do que ele faz por nós (CIC 2639). Há uma cena poderosa de orações de louvor no livro do Apocalipse. O autor descreve uma visão da expressão máxima de louvor, onde toda a criação adora a Deus. Em Apocalipse 5:13 diz assim: “Todas as criaturas no céu, na terra, no mar e no mundo abaixo responderam. Eu os ouvi dizer: Ao que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder para todo o sempre”.
(4:45 – 5:08) Gabi: Como uma ilustração complexa na qual podemos nos concentrar até que um plano oculto e maravilhoso seja revelado, Deus nos convida a aprofundar nossa compreensão da oração e de nosso relacionamento com Ele. É por isso que devemos nos alegrar em louvor e ação de graças. Porque Deus gradualmente revelou Seu convite para um relacionamento de aliança, e entramos nesse relacionamento de aliança através da oração.