Transcrição
(0:00 – 0:09) Marcos: As crianças pequenas começam a entender o conceito de “partilha” por volta dos três anos. Mas partilhar pode ser difícil para crianças em qualquer idade.
(0:10 – 0:36) Gaby: Sim, acho que todos nós já ouvimos uma criança gritar “é meu!” quando está interagindo com outras crianças ou adultos, reivindicando a propriedade de algo. Afinal, é natural querer manter o que é nosso. Mas às vezes não fazemos isso muito bem. E talvez quando crianças nos ensinaram o Sétimo Mandamento: “Não roubar”. É um daqueles mandamentos que também se reflete nas leis civis.”
(0:37 -0:59) Marcos: Mas este conceito de propriedade é um tanto complexo. O mundo está cheio de presentes criados por Deus, para desfrutarmos e, à medida que crescemos, aprendemos que eles não estão lá apenas para serem tomados. Crianças em idade pré-escolar tendem a pegar coisas de que gostam quando acham que ninguém está olhando, mas por volta dos 6 ou 7 anos começam a entender que existem certas regras para seguir, mesmo sem supervisão.
(1:00 – 1:18) Gabi: Essa ideia de propriedade exige que confiemos, respeitemos e tenhamos caridade para com os outros. Deus nos revela no Sétimo Mandamento que este acordo mútuo para respeitar o direito à propriedade – os bens criados por Deus – é necessário para viver em relacionamento com os outros.
(1:19 – 1:23) Marcos: Bem, e realmente Deus é o dono de tudo que Ele criou…
(1:24 – 1:38) Gabi: Exatamente. Deus nos criou e criou o mundo e tudo que nele há como um presente para toda a humanidade. Todos temos o direito de usar os dons da criação de Deus para satisfazer as nossas necessidades legítimas.
(1:39 – 1:59) Marcos: É importante manter em mente este propósito último – ou destino – da criação quando pensamos sobre este Mandamento e como nos relacionamos com as pessoas e as coisas. O Catecismo diz no parágrafo 2.451: “O sétimo mandamento prescreve a prática da Justiça e da caridade na gestão dos bens terrenos e dos frutos do trabalho dos homens.”.
(2:00 – 2:16) Gabi: Responder ao chamado de Jesus para amarmos uns aos outros como Ele nos amou NÃO é fácil. Mesmo que você nunca tenha se sentido tentado a roubar algo, Deus nos revela no Sétimo e Décimo Mandamentos como viver esse chamado para respeitar a criação e o propósito de Deus para ela.
(2:17 – 2:31) Marcos: O Sétimo Mandamento proíbe o roubo. E no Décimo, Deus fala sobre a disposição de nossos corações para com a criação e propriedade de outros. O Décimo Mandamento talvez seja menos conhecido e compreendido. Deus diz: “Não cobiçar as coisas alheias”.
(2:32 – 2:50) Gabi: Fomos criados com o desejo de desfrutar e apreciar a criação de Deus. Mas este desejo pode ser corrompido pelo pecado. Quando o nosso desejo por bens se torna desordenado, podemos tornar-nos gananciosos, invejosos e abusar dos bens da criação ou dos bens do próximo por egoísmo.
(2:51 – 3:23) Marcos: Jesus falou sobre a dependência de Deus de uma forma muito poderosa. Ele disse aos seus discípulos: “Por isso eu lhes digo: não se preocupem com a sua vida, com o que vão comer, nem com o seu corpo, com o que vão vestir. Não vale a vida mais do que a comida, e o corpo mais do que a roupa?” Então ele continuou dizendo: “os gentios do mundo lutam por todas essas coisas; e seu Pai já sabe que você precisa disso. Buscai primeiro o seu Reino, e estas coisas vos serão dadas em acréscimo.” E Jesus enfatizou que: “pois onde estiver o seu tesouro, aí estará também o seu coração”.
(3:24 – 3:39) Gabi: Não devemos nos concentrar tanto na criação a ponto de esquecermos o Criador. Quando não honramos o verdadeiro propósito dos bens como um dom comum de Deus destinado a todas as pessoas, estamos colocando as coisas acima de Deus.
(3:40 – 3:56) Marcos: Somos chamados para buscar a Deus com liberdade e com um coração indiviso. Lembre-se que os três primeiros Mandamentos nos pedem para colocar Deus acima de tudo. Isso também significa que precisamos nos lembrar do nosso propósito. Fomos criados para partilhar a vida e o amor de Deus até a eternidade.
(3:57 – 4:06) Gabi: O Sétimo e o Décimo Mandamentos nos chamam a respeitar a criação como um bem comum. E Jesus convida-nos a crescer na pobreza de coração com a ajuda da Sua graça.
(4:07 – 4:20) Marcos: Esta atitude de coração implica um desapego das riquezas, e Jesus fala sobre a importância desta atitude para entrar no reino dos céus. Somos chamados a confiar que Deus proverá as nossas necessidades.
(4:21 – 4:44) Gabi: Jesus quer que olhemos a criação como um presente que nos aproxima de Deus. As coisas ou o dinheiro que possuímos não devem nos afastar de Deus nem da caridade, da justiça e da generosidade a que somos chamados para com o próximo. A criação não é um fim em si mesma, mas destina-se a orientar-nos para Deus e a nos dar oportunidades de praticar a caridade para com os outros.
(4:45 – 5:13) Marcos: Somos chamados a amar uns aos outros como Jesus nos amou. Isto significa que confiamos nos outros para usarem a criação de Deus para o bem que Deus planejou. Quer dizer que também devemos ter um coração sem inveja ou ganância e respeitar o direito dos outros de usarem a criação de Deus para as suas necessidades. Devemos tratar as coisas criadas como um presente de Deus e respeitar com um coração puro como Deus distribui os seus dons.