Explicação Portuguese
Por que Jesus nos ensinou a rezar “Livrai-nos do Mal”
Unidade 47/Proclamação Portuguese
No cerne de quase todas as histórias de terror está um momento de desamparo seguido por um pedido de ajuda.
Explicação Portuguese
(00:00) – Marcos: Um dos momentos mais icônicos e aterrorizantes da história do cinema não mostrou muito mais do que uma sombra. Mas, na época, aterrorizou o público. O cinema de terror mudou e evoluiu exponencialmente ao longo dos anos. No entanto, há um tema comum que ressurge repetidamente na história do cinema.
(00:20) O ano é 1922, e o público assiste em um cinema mudo a uma figura sombria e sobrenatural chamada Conde Orlok subir uma escada para perseguir sua vítima, Ellen. O filme Nosferatu foi uma adaptação não autorizada do livro Drácula, de Bram Stoker. Assistindo a este filme hoje, você notaria as longas e estranhas feições do Conde e presumiria — mesmo que seu nome tenha mudado — que ele é definitivamente uma versão do famoso vampiro Drácula. Isso marca a estreia cinematográfica de Drácula.
(00:55) Era uma época em que o cinema ainda era relativamente novo, e muitas pessoas nunca tinham visto um monstro como este na tela grande antes. O enredo sobrenatural, o uso inovador da iluminação, as sombras expressionistas e os movimentos bruscos deram origem à perturbadora linguagem visual de suspense e medo.
(01:15) Em vez de mostrar o vampiro em detalhes, é o que não vemos e não sabemos que intensifica o medo. Como diria mais tarde o famoso diretor de terror Alfred Hitchcock: “Não há terror na explosão, apenas na expectativa dela”.
(01:30) Há evidências que sugerem que filmes de terror permitem que os espectadores enfrentem o medo de forma controlada. Podemos optar por assistir a filmes de terror na esperança, no fundo, de que, ao final, sentiremos uma sensação de domínio sobre essas situações que nos causam ansiedade.
(01:42) Mas o que começou com Nosferatu continua sendo um tema presente em filmes de terror. A sombra subindo as escadas é aterrorizante porque evoca um medo mais imaterial. É uma imagem espiritual. Ela remete à ideia de que o mal não é uma coisa em si, mas uma corrupção do bem. Este é um medo lento e amargo. Não é externo e sangrento, mas algo inevitável e não totalmente conhecido. É perturbador não pelo que mostra, mas pelo que insinua. A escuridão pode já estar dentro da sua casa, do seu quarto ou até mesmo dentro da sua alma.
(02:19) Muitas culturas compartilham contos assustadores e perturbadores, frequentemente transmitidos oralmente ou preservados por escrito. Essas histórias servem como avisos ou trazem lições morais, e exploram temas como a morte, o sobrenatural e os aspectos mais sombrios da natureza humana. Pesquisas sugerem que essas histórias nos ajudam a processar emoções complexas e a visualizar o que faríamos — e o que não faríamos — em uma situação semelhante.
(02:44) No gênero de terror, vemos repetidamente o tema de um mal desconhecido e inevitável que não pode ser derrotado simplesmente com lógica, força ou ciência. Temos duas escolhas: continuar fugindo ou buscar a ajuda de um poder maior para derrotá-lo de uma vez por todas.
(03:02) A série Stranger Things da Netflix conta a história de um grupo de amigos que enfrenta uma força maligna de um mundo invisível e alternativo: o “Mudo Invertido”. Essas forças e seu mundo são uma existência aterrorizante que se opõe ao nosso. Como em muitos filmes de terror ao longo das décadas, esse mal não é facilmente derrotado por métodos naturais. Os personagens desses filmes são frequentemente levados à beira da rendição completa à sua impotência. Somente quando finalmente buscam ajuda, poder, força ou transformação além de si mesmos é que conseguem superar as forças do mal.
(02:33 – 04:01) Na adaptação do romance de terror It, de Stephen King, as crianças derrotam Pennywise unindo-se, encarando a verdade e rejeitando o medo. No filme O Sexto Sentido, a resolução não está em banir os fantasmas, mas na cura e no encerramento. E mesmo em um filme como Os Outros — onde a protagonista finalmente percebe que (spoilers!) ela é a fonte da assombração — sua jornada termina em rendição, arrependimento e reconciliação.
[Cena de The Office, 5ª Temporada, Episódio 14: “Parece que eu sou o assassino. Você nunca espera ser o assassino… é… uma reviravolta incrível. Uma reviravolta incrível.”]
(04:11) O público de hoje já viu cenas visualmente muito mais aterrorizantes no cinema desde que o Conde Orlock subiu aquelas escadas em 1922. Portanto, pode não nos assustar muito. No entanto, este filme veio logo após o horror da pandemia de gripe espanhola. A Primeira Guerra Mundial havia terminado, mas a possibilidade de outra guerra mundial pairava nas sombras.
(04:33) Então, talvez o público de hoje não seja tão diferente, afinal. O horror no cerne deste filme toca em algo que todos reconhecemos instintivamente: a presença do mal real. Não se trata apenas de sustos repentinos ou ameaças físicas, mas da percepção mais profunda e perturbadora de que existem forças sinistras no mundo que não podemos manter externas. As histórias de terror nos oferecem uma maneira de nomear essa verdade; de reconhecer que alguns perigos vão além do natural, porque buscam não apenas prejudicar nossos corpos, mas reivindicar nossas almas.
(05:06 – 05:24) E quando finalmente enfrentamos essa realidade — ou mesmo o nosso momento mais sombrio da vida — sabemos que precisaremos de um poder superior para nos ajudar. Filmes de terror nos obrigam a nos perguntar: a quem recorreremos em busca de ajuda nessas situações? E para onde olharemos quando finalmente clamarmos: “Livrai-nos do mal”?
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