Transcrição
(00:00 – 00:12) Marcos: Não deveria nos surpreender que Jesus orasse muito. Seus discípulos notaram que ele frequentemente se retirava para orar sozinho. Mas a Escritura fala de um dia em que os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar.
(00:13 – 00:27) Gabi: E foi então que Jesus lhes ensinou o que chamamos de Oração do Senhor. É uma oração que ouvimos tantas vezes que às vezes não percebemos o quão especial ela é. Jesus nos revelou algo que foi transmitido por séculos e pelo qual milhões de pessoas tem rezado.
(00:28 – 00:56) Marcos: Podemos entender o quão importante este momento e esta oração são se olharmos apenas para as duas primeiras palavras: “Pai Nosso”. Jesus não os ensinou a orar dizendo “Pai de Jesus” ou simplesmente “o Pai”. Com essas palavras, Jesus estava fazendo mais do que ensiná-los a orar: ele estava convidando-os para algo profundamente íntimo e especial. Nessa oração, Jesus os conduzia ao coração do Pai, nosso Pai.
(00:57 – 01:26) Gabi: Jesus — que tinha um relacionamento incrivelmente próximo com seu Pai celestial — não estava apenas dando aos seus seguidores palavras para repetir. Ele estava abrindo uma janela para sua própria forma de se relacionar com o Pai. Quando rezamos a Oração do Senhor — ou como sempre a chamamos, Pai Nosso — estamos realmente entrando na oração de Jesus, em seu próprio relacionamento com Deus como Pai. É como se ele estivesse nos mostrando como fazer parte da conversa mais íntima que existe, uma que nos leva ao coração da Trindade.
(01:27 – 01:44) Marcos: Por meio de Jesus, somos convidados a ser filhos adotivos de Deus. Antes de Jesus, ninguém havia revelado esse relacionamento tão especial com Deus. Então, ao nos ensinar a rezar o “Pai Nosso”, Jesus está nos convidando a aceitar Deus como nosso próprio Pai.
(01:45 – 02:08) Gabi: Mas ao nos ensinar a dizer “nosso” em vez de “meu”, Jesus também nos mostra que essa oração nos lembra que o convite de Deus é para todos. Ele é nosso Pai. Quando rezamos esta oração, o fazemos em nome de toda a Igreja — a família de Deus — e também em nome daqueles que ainda não conhecem a Deus ou não o conhecem completamente.
(02:09 – 02:47) Marcos: O Catecismo nos lembra no parágrafo 2765: “A expressão tradicional ‘Pai Nosso’ «oração dominical» (isto é, ‘a Oração do Senhor’) significa que o Senhor Jesus nos ensinou e nos deu a oração ao Pai. Esta oração, que nos vem de Jesus, é verdadeiramente única: é ‘do Senhor’. Por um lado, através das palavras desta oração, o Filho único nos dá as palavras que o Pai lhe deu (cf. Jo 17,7): ele é o Mestre da nossa oração. Por outro lado, como Verbo Encarnado, ele conhece em seu coração humano as necessidades de seus irmãos e irmãs, e as revela a nós: ele é o Modelo da nossa oração.”
(02:48 – 02:59) Gabi: Então a Oração do Senhor é um modelo de oração cristã. O Catecismo também o chama de “o resumo do Evangelho”, ou “o Evangelho em miniatura”, e também “a oração mais perfeita”.
(03:00 – 03:17) Marcos: O Pai Nosso é uma oração fundamental na Igreja. É rezado em todas as missas. Faz parte de todos os sacramentos da iniciação cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia. E na Liturgia das Horas, ele é rezado todos os dias em todo o mundo.
(03:18 – 03:37) Gabi: Na missa, o padre diz: “Ousamos dizer…pouco antes de rezar o Pai Nosso. Porque chamar Deus de “nosso Pai” é um pouco ousado para nós, seres humanos. Mas ousamos fazê-lo porque Jesus nos convida! Esta oração nos fala de confiança, intimidade e reverência.
(03:38 – 03:47) Marcos: E não só isso, na Oração do Senhor, Jesus também nos ensina que podemos e devemos pedir a Deus por nossas necessidades.
Vamos falar um pouco mais sobre a estrutura desta frase.
(03:48 – 04:02) Gabi: A Oração do Senhor é dividida em sete petições. Os três primeiros se concentram no nome de Deus, seu reino e sua vontade. Os quatro últimos tratam das nossas necessidades: pão de cada dia, perdão, proteção e libertação do mal.
(04:03 – 04:31) Marcos: Na tradição judaica, as orações eram frequentemente memorizadas e repetidas, e é muito provável que Jesus considerasse a Oração do Senhor uma oração fundamental para seus seguidores. O fato de ser uma oração curta, fácil de lembrar e incluir temas essenciais para a vida de fé sugerem que ela foi feita para ser rezada com frequência. As primeiras comunidades cristãs adotaram essa oração como parte fundamental de sua adoração e a transmitiram enquanto ensinamento.
(04:32 – 04:49) Gabi: Nas três primeiras petições, nosso olhar está voltado para Deus Pai. Essas súplicas dizem respeito ao Seu nome, ao Seu reino e à Sua vontade. O Catecismo diz no parágrafo 2806: “Pelas três primeiras petições somos fortalecidos na fé, cheios de esperança e inflamados de amor.”
(04:50 – 05:16) Marcos: E nas últimas quatro petições, confiamos a Deus as nossas preocupações neste mundo: pedimos “nos dai”… “perdoai-nos”… “não nos deixeis cair”… e “livrai-nos”. Os dois primeiros se referem à nossa vida — ser alimentado e ser curado do pecado; Os dois últimos referem-se à nossa luta pela vitória da vida — a batalha da oração. Então dizemos: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.”
(05:17 – 05:48) Gabi: Jesus nos revelou Deus como um Pai amoroso que cuida de nós e nos convida a ter um relacionamento profundo e filial com Ele, por meio de Jesus e do Espírito Santo. Jesus nos mostra um Pai que se importa com nossas necessidades diárias e em quem podemos confiar nossos pedidos. Jesus queria nos ensinar como podemos ter esse relacionamento especial com o Pai e como deve ser nossa vida de oração.
E é por isso que Jesus nos ensinou a rezar, dizendo: Pai Nosso.