Transcrição
(00 – 15) Gabi: As pessoas usam a palavra “oração” de muitas maneiras hoje em dia. Alguns oferecem “pensamentos e orações”, e outros vêem a oração como meros rituais, como cantar o hino nacional. Alguns até pensam na oração como um amuleto de boa sorte antes de bater um pênalti.
(16 – 20) Marcos: Quando Jesus nos convida a segui-lo, ele está nos convidando para algo muito profundo e íntimo.
(21 – 39) Gabi: Você deve se lembrar que o Catecismo é um resumo de tudo que Deus quer que saibamos, o Depósito da Fé. E está dividido em quatro partes: credo, sacramentos, moralidade e oração. O Catecismo diz que o credo, os sacramentos e a moral devem ser vividos a partir de uma relação pessoal com Deus.
(40 – 58) Marcos: É aqui que entra uma das minhas citações favoritas. No parágrafo 2.558, o Catecismo diz: “Este mistério exige, portanto, que os fieis nele creiam, o celebrem e dele vivam, numa relação viva e pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Esta relação é a oração.”
(59 – 1:04) Gabi: Então a oração não ajuda o nosso relacionamento com Deus, a oração É o nosso relacionamento com Deus.
(1:05 – 1:21) Marcos: Exatamente. Somos convidados a viver e crescer num relacionamento pessoal com o Deus vivo através da oração. A oração é o nosso relacionamento com Deus. É por isso que Jesus disse aos seus discípulos: “Eu os chamo de amigos”. Jesus quer ter uma amizade profunda e diária com a gente.
(1:22 – 1:35) Gabi: E não quero que meu relacionamento com as pessoas de quem gosto seja desleixado ou que só recorro quando preciso de um favorzinho. Então, o que somos convidados a fazer quando oramos? Como podemos ter esse relacionamento com Deus?
(1:36 – 1:56) Marcos: Os santos ao longo da história nos dão exemplos profundos de como é essa amizade com Deus. Por exemplo, Santa Teresinha de Lisieux é citada no Catecismo dizendo: “Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria”.
(1:57 – 2:17) Gabi: para designar o lugar de onde brota a oração, as Escrituras falam às vezes da alma ou do espírito ou, com mais frequência, do coração, mais de mil vezes (CCC 2562). Então, de acordo com as Escrituras, é o coração que ora. Isso significa que se o nosso coração estiver longe de Deus, então não estamos realmente experimentando o relacionamento com Deus – o tipo de oração – para o qual fomos criados.
(2:18 – 2:45) Marcos: Então, quero que você imagine que está sentado com seu amigo mais próximo ou parente. Imagine alguém que você sabe que te ama e que ouvirá tudo o que você deseja compartilhar. Seu amigo só quer te conhecer de verdade. Ele quer conhecer seus pensamentos, sentimentos, sonhos e até medos. E você sempre pode contar com ele para te amar, querer o melhor para você e nunca te rejeitar. E se você quiser apenas sentar-se calmamente e aproveitar a presença do seu amigo, você também pode fazer isso.
(2:46 – 3:05) Gabi: A oração também pode ser sentar-se calmamente na presença de Deus. É sobre essa intimidade compartilhada entre Deus e nós. Deveria ser mais como uma comunicação profunda entre amigos que cresce na confiança mútua. Eventualmente, a oração se torna dependência total de Deus.
3:06 – 3:31) Marcos: Em última análise, é um presente de Deus. Quer percebamos ou não, todos nós estamos buscando a Ele. Nascemos querendo a vida, o amor e a alegria para os quais fomos criados. E nada mais nos preencherá completamente. Mas Deus nos convida primeiro para esse relacionamento! Ele vem até nós antes de sabermos que é nós que queremos conhecê-lo. Deus não quer um relacionamento distante, passivo ou impessoal conosco.
(3:32 – 4:00) Gabi: Deus é um Pai, não um governante impessoal de alguma galáxia distante. Não é uma força vital sem nome e sem rosto à qual recorremos para conseguir o que queremos. Há uma razão pela qual Deus se revelou em termos relacionais. Você confia em Seu amor e Ele conhece e cuida de você. Se você consegue imaginar um bom relacionamento com um pai, nosso relacionamento com Deus pode ser muito mais amoroso e profundo.
(4:01 – 4:15) Marcos: Antes mesmo de existirmos, Deus desejou um relacionamento conosco. Não fizemos nada para merecer. Ele se deu a nós, e Ele deseja que nós aceitemos isto. E através deste relacionamento, nos aproximamos cada vez mais de Deus.
(4:16 – 4:34) Gabi: Assim como acontece com um amigo ou cônjuge, quanto mais tempo compartilhamos e quanto mais nos revelamos à outra pessoa, mais próximos ficamos. A oração, em última análise, consiste em crescer na intimidade com Jesus para que possamos experimentar o relacionamento que Jesus tem com o Pai e o Espírito Santo.
(4:35 – 5:07) Marcos: Estas duas realidades – que Deus se entregou e que Ele deseja crescer em intimidade conosco – são a razão pela qual o Catecismo descreve a oração como comunhão.
Como todos os relacionamentos, a oração é um grande mistério que nunca poderemos esgotar ou compreender totalmente. Mas, se pedirmos a Deus o dom da oração e refletirmos sobre isso a partir da perspectiva do relacionamento, a oração muda tudo. E é por isso que somos convidados a viver e crescer numa relação pessoal com o Deus vivo através da oração.