Transcrição
(0 – 27) Marcos: Sempre fui fascinado pela história de São Tomé.
Depois de três anos seguindo Jesus, pode-se dizer que Tomé o conhecia muito bem, mas depois da morte do Mestre, embora Tomé já tivesse ouvido falar da ressurreição, não acreditava nela.
Ele disse que não acreditaria a menos que colocasse sua própria mão nas feridas das mãos e do lado de Jesus. E de repente… o Ressuscitado apareceu a Tomé e o convidou a fazer exatamente isso.
(28 – 32) Gabi: À primeira vista, essa história não parece fazer São Tomé parecer muito bom.
(33 – 58) Marcos: Bem, mas vamos pensar nisso de outra forma… Todos nós somos como São Tomé de certa forma. É difícil acreditar em algo sem ter algum contato direto com ele. Usamos o mundo físico para experimentar a verdade. Os apóstolos sabiam disso quando proclamavam “o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos e nossas mãos apalparam”. É porque eles realmente tocaram Jesus.
(59 – 1:10) Gabi Deus se comunica conosco de maneiras que podemos entender, certo? Como não somos apenas almas, mas seres físicos, isso significa que Deus se comunica conosco por meio do mundo físico.
(1-11 – 1:25) Marcos: O plano de Deus é compartilhar sua vida bem-aventurada com a gente! Esta bênção é revelada e comunicada pelos sacramentos. Deus usa pão, vinho, água, óleo e palavras humanas nos sacramentos para comunicar sua graça a nós.
(1:26 – 1:28) Gabi: E o que exatamente é um sacramento?
(1:29) Marcos: Jesus instituiu sinais visíveis que realmente FAZEM o que eles significam. Estes são os Sacramentos. Esses sinais nos agraciam e nos permitem participar da vida de Jesus. Por meio de realidades tangíveis e visíveis, entramos em contato com o Senhor Jesus ressuscitado de uma forma que podemos compreender. Tudo isso ocorre na Liturgia e no trabalho da Igreja. Esta é a maneira pela qual Deus nos permite compartilhar sua própria vida.
O catecismo diz assim no parágrafo 1079: “Desde o princípio até à consumação dos tempos, toda a obra de Deus é bênção. Desde o poema litúrgico da primeira criação até aos cânticos da Jerusalém celeste, os autores inspirados anunciam o desígnio da salvação como uma imensa bênção divina.”
(2:22 – 2:32) Gabi: Aristóteles definiu a felicidade como o maior desenvolvimento de nosso potencial máximo: nosso intelecto e nossa vontade. Esta vida de bênção também é uma vida de felicidade?
(2:32 – 2:59) Marcos: Sim, e Deus a leva ainda mais longe. Nossas capacidades humanas de pensar e agir são apenas isso: humanas. Mas nos sacramentos, nossas capacidades de verdade, bondade e amor são intensificadas. Recebemos poder sobrenatural para comungar com a maneira como Deus pensa, age e ama. Isso se chama graça santificante, porque nos permite entrar na vida de Deus.
(3:00 – 3:01) Gabi: E quais são os sacramentos?
(3:02 -3:16) Marcos: Todas se baseiam em momentos da vida de Cristo, porque é Cristo quem as instituiu. Existem três sacramentos de iniciação, dois de cura e dois no serviço de comunhão.
(3:17 – 3:19) Gabi: Ok, vamos começar com OS DE INICIAÇÂO.
(3:20 – 3:31) Marcos: Muito bem. OS sacramentos de iniciação são o Batismo, a Confirmação e a Eucaristia. Estes são os sacramentos pelos quais nos tornamos parte do corpo de Cristo e entramos em comunhão com Jesus.
(3:32 – 3:39) Gabi: E os próximos dois são Reconciliação e Unção dos Enfermos. Através deles Jesus nos oferece a cura.
(3:40 – 3:45) Marcos: E os dois sacramentos a serviço da comunhão são o Matrimônio e a Ordem.
(3:46 – 4:00) Gabi: Na liturgia da Igreja, vivemos estes sacramentos e através deles podemos entrar em comunhão com Jesus. E isso nos permite experimentar a felicidade divina, ou graça santificante, participando da vida de Deus.
(4:01 – 4:21/22) Marcos: Exatamente. Tudo na liturgia vai para a Eucaristia e dela flui. Os sacramentos fazem de nós templos do Espírito Santo que depois podem sair pelo mundo. Através dos sacramentos, Jesus torna-se visível e tangível para nós e para o mundo inteiro. Exatamente como fez com São Tomé.