Transcrição
Marcos: Ao ler a Bíblia, você pode notar que certos números se repetem em momentos diferentes. Encontramos os 40 dias no deserto, os 4 rios do Éden, as 60 paredes no Templo de Salomão e os 153 peixes na pesca de Pedro. Por que os autores se preocupam em entrar em tantos detalhes? Esses números possuem algum significado especial?
Gabi: Jesus selecionou 12 apóstolos para segui-lo, mas também houve outra ocasião em que ele escolheu 72 discípulos e os enviou em missão. Esses números usados por Jesus são muito significativos.
Marcos: No Antigo Testamento, Moisés escolheu 72 anciãos para representar as tribos de Israel. dentre as 12 tribos, Deus escolheu os levitas para servir como sacerdotes.
Gabi: O sacerdócio levita foi estabelecido com o propósito de proclamar a Palavra de Deus e restabelecer a comunhão com Ele por meio de sacrifícios e orações. O serviço dos levitas e a instituição dos 72 discípulos de Jesus são indicativos do cumprimento da Antiga Aliança por meio do ministério de Jesus.
Marcos: Na Nova Aliança, o sacerdócio se realiza por meio de Jesus. Jesus é o único sumo sacerdote. É a Palavra de Deus que se fez carne, e Seu sacrifício nos salva de uma vez por todas e ainda restaura a nossa comunhão com Deus. Mesmo depois de sua ascensão ao céu, essas duas funções continuam na Igreja. E há duas maneiras pelas quais nós – os fiéis – participamos do sacerdócio de Jesus.
Gabi: Pelo nosso batismo, todos nós somos batizados no sacerdócio de Jesus, e isso é chamado de sacerdócio comum. Comum neste caso não significa ‘comum’ mas ‘compartilhado’ – é comum porque é compartilhado por todos os batizados. Mas há também um sacerdócio ministerial, para aqueles que recebem o sacerdócio através do sacramento da Ordem. Por meio desses sacerdotes, Jesus continua seu ministério sacerdotal. Os sacerdotes proclamam a Palavra de Deus e oferecem o sacrifício de Jesus na Missa, e nos oferecem a comunhão com Deus através dos sacramentos.
Marcos: Dois dos sete sacramentos são chamados de “Sacramentos a serviço da comunidade”: o Matrimônio e a Ordem. Mediante o sacerdócio ministerial recebido pelo sacramento da Ordem, Cristo está presente na Igreja como cabeça do seu corpo, pastor do seu rebanho e sumo sacerdote.
Gabi: Jesus ordenou os apóstolos como sacerdotes para realizar seu ministério. O sacramento da Ordem configura o homem com Cristo com um selo eterno. Somente um bispo pode ministrar este sacramento, assim como os Apóstolos chamavam outros homens para o ministério.
Marcos: Através do sacramento da Ordem, um homem recebe a autoridade para agir como representante de Cristo na terra. Assim como na Antiga Aliança, há uma hierarquia e estrutura no sacerdócio. Existem três graus do Sacramento da Ordem: Bispo, Sacerdote e Diácono.
Gabi: Este sacramento confere um selo e tem um grau relativo ao papel do ministro. Os bispos ensinam e governam a Igreja, são os sucessores dos apóstolos e só eles podem ministrar todos os sacramentos.
Marcos: Os padres auxiliam o bispo compartilhando o sacerdócio de Jesus, pregando a palavra de Deus e governando junto com o bispo. Podem celebrar todos os sacramentos, exceto a Ordem, e assim são colaboradores do bispo.
Gabi: Os diáconos auxiliam o bispo servindo aos padres e bispos no altar e servindo como ministros da caridade. Os diáconos podem batizar e testemunhar o Sacramento do Matrimônio.
Marcos: O sacramento da Ordem acontece quando um bispo impõe as mãos sobre um homem e faz uma oração específica para o derramamento do Espírito Santo.
Gabi: Os padres têm um papel único na Igreja, são as mãos e os pés de Jesus. Eles nos permitem receber os sacramentos e ouvir a Palavra de Deus proclamada hoje. Jesus continua a enviar homens para anunciar o Evangelho e servir o seu povo. Hoje, o ministério de Jesus continua através dos sacerdotes da Igreja e continuará até o fim da história. Seus sacerdotes ensinam, santificam e guiam todos nós na Igreja. Através do sacramento da Ordem, os sacerdotes continuam o ministério de Jesus até que Ele volte.