Transcrição
(00 – 09) Gabi: Se você já teve que se despedir de alguém antes de uma longa viagem, você sabe que nesses momentos é preciso escolher as suas palavras de forma muito intencional.
(10 – 31) Marcos: Na Última Ceia, Jesus sabia que seu tempo na terra com os discípulos logo terminaria. Ele falou diretamente com eles, e seus últimos ensinamentos foram muito importantes. A certa altura, ele se descreve como a videira verdadeira e os discípulos como os ramos. Ele diz que sem Ele nada poderiam fazer e que, se permanecessem Nele, poderiam dar muito fruto (João 15:1-11).
(32 – 48) Gabi: A palavra “permanecer” é importante. Significa fazer um lar ou morar. Jesus quer que estejamos continuamente unidos a Ele de forma íntima. E se Jesus é a videira e nós somos os ramos, então o que a videira dá aos seus ramos?
(49 – 1:09) Marcos: A videira fornece nutrientes e água – vida – aos ramos para que possam viver e dar frutos. Os ramos partilham a vida da videira e de todos os outros ramos, ligados à videira principal. E qual é o fruto que produzimos como discípulos? O fruto que vem de Jesus, nos dando a Sua vida divina.
(1:10 – 1:36) Gabi: Os sacramentos nos unem a Deus e nos permitem permanecer Nele aqui na terra, através do Espírito Santo. Jesus é a videira, compartilhando conosco Sua vida divina por meio dos sacramentos. A vida sacramental que somos chamados a viver é uma vida de esperança na ressurreição de Jesus e na vida na eternidade. Aguardamos ansiosamente o céu, onde não precisaremos mais dos sacramentos para a gente permancer em Jesus por toda a eternidade.
(1:37 – 1:59) Marcos: Viver em Cristo através dos sacramentos também significa morrer em Cristo no final da nossa vida sacramental. No final desta vida aqui na terra, iniciamos a última parte da nossa viagem ao céu para “permanecer” com o próprio Jesus. Um funeral não é um sacramento, mas um funeral cristão é uma forma pela qual a Igreja celebra a vida sacramental da esperança que vivemos na terra.
(2:00 – 2:23) Gabi: É por isso que celebramos e homenageamos aqueles que morreram com uma celebração fúnebre cristã. E é por isso que dizemos que os funerais, embora sejam acontecimentos tristes, são também celebrações da nossa esperança em Cristo. A Igreja, ao celebrar um funeral, reconhece o cumprimento do caminho de esperança, percorrido pelo falecido, desde o seu Batismo.
(2:24 – 2:44) Marcos: O Catecismo nos lembra no parágrafo 1681 que “O sentido cristão da morte é revelado à luz do mistério pascal da morte e ressurreição de Cristo, em quem pomos a nossa única esperança. O cristão que morre em Cristo Jesus «abandona este corpo para ir morar junto do Senhor»” (2 Cor 5, 8).
(2:45 – 3:03) Gabi: Num funeral, rezamos pelos mortos porque não podemos conhecer os seus corações e em que estado se encontravam as suas almas antes de morrerem. Mas pedimos com esperança que a sua vida sacramental o tenha conduzido aos braços de Deus no céu. Se as almas estão no purgatório, rezamos pela sua jornada para o céu através desta purificação.
(3:04 – 3:40) Marcos: Quando possível, participemos da Eucaristia durante um funeral, pois é o sinal visível da nossa esperança na ressurreição. Jesus na Eucaristia também nos lembra que vivemos em comunhão com os membros da Igreja que faleceram. Todas as partes de um funeral nos lembram as promessas de Jesus e nos chamam a permanecer Nele na terra, na esperança de estar com Ele no céu. Esperamos que nossos entes falecidos habitem com Jesus, a videira verdadeira, de uma nova forma. É assim que a vida sacramental envolve nascer em Cristo no Batismo e morrer em Cristo no final da nossa vida sacramental aqui na terra.
(3:41 – 3:58) Gabi: Jesus nos convida a permanecer Nele, a videira verdadeira, através dos sacramentos aqui na terra. E somos chamados a viver esta vida sacramental com esperança. Com a graça de Deus, podemos enfrentar a nossa morte e a dos nossos entes queridos com a esperança de que eles viverão com Jesus no céu.
(3:59 – 4:16) Marcos: Jesus venceu a morte e o pecado pela sua morte e ressurreição. Aguardamos ansiosamente a ressurreição dos mortos e a vida do mundo futuro. E é por isso que viver em Cristo significa morrer em Cristo no final da nossa vida sacramental.